sono lento
mundo rápido
em terra de sonhos
vence o menos prático
Gabriel Bernardi
quinta-feira, 20 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
Sonho lilás
tenho sono tu
tens teus braços nus
desvelados de mangas quentes
mãos que me afagam mente
sentindo-se desvanecer terra
que perde o chão céu
de azul-torpor à noite erra
esquece de nos tapar véu
e um barco à vela azul
o mar abaixo e o céu acima cor
onde descanso e sereno amor
nosso que é vermelho dor
fogo, doce, caos e amor
Gabriel Bernardi
tens teus braços nus
desvelados de mangas quentes
mãos que me afagam mente
sentindo-se desvanecer terra
que perde o chão céu
de azul-torpor à noite erra
esquece de nos tapar véu
e um barco à vela azul
o mar abaixo e o céu acima cor
onde descanso e sereno amor
nosso que é vermelho dor
fogo, doce, caos e amor
Gabriel Bernardi
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
O mito do ciclope
Grande cegueira
eles cantaram tanto o hino
eu, eu, eu
que se auto-hipnotizaram
caindo de suas torres num
breu, breu, breu
giraram num ciclo narcísico
caindo ralo abaixo
além do lume
de seus parcos fachos
que um dia possam ver outros
não como objetos
- se é que não eram em si
eles mesmos
objetos
frágeis vitrais
vítimas irrecuperáveis
de suas próprias quedas
de gigantismos irreais
eu, eu, eu
que se auto-hipnotizaram
caindo de suas torres num
breu, breu, breu
giraram num ciclo narcísico
caindo ralo abaixo
além do lume
de seus parcos fachos
que um dia possam ver outros
não como objetos
- se é que não eram em si
eles mesmos
objetos
frágeis vitrais
vítimas irrecuperáveis
de suas próprias quedas
de gigantismos irreais
Gabriel Bernardi
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Um novo dia
breve a hora vai
segue adiante
te esquece
o teu ar pedante
se desvanece
toda minha abertura
do carinho ao exaspero
se fecha a você
que não esteve por inteiro
que vai embora ao amanhecer
a ti não digo
aos despertos, um aviso
insistir só vale a pena
se uma das almas
não se apequena
Gabriel Bernardi
segue adiante
te esquece
o teu ar pedante
se desvanece
toda minha abertura
do carinho ao exaspero
se fecha a você
que não esteve por inteiro
que vai embora ao amanhecer
a ti não digo
aos despertos, um aviso
insistir só vale a pena
se uma das almas
não se apequena
Gabriel Bernardi
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Céu engarrafado II
tudo escureceu
o que era dia agora é breu
e a chuva se arma, arma, arma
o que era dia agora é breu
e a chuva se arma, arma, arma
mas nunca vem
nuvens como gatilhos que não disparam
clima abafado
eu espero o verão passar
nuvens como gatilhos que não disparam
clima abafado
eu espero o verão passar
esperando como uma chuva mal armada
Gabriel Bernardi
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Sorte do dia
E aquele amor de descaso,
por alguém ou por acaso,
virou poesia
- o que mais viraria?
por alguém ou por acaso,
virou poesia
- o que mais viraria?
Gabriel Bernardi
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