hoje o dia não raiou sem poder conceber o céu se rasga em prantos meu peito, no entanto, se conserva e cresce com o peso do impossível minhas mãos sem tuapele são como pedras na água ondas que se dissipam
um pé de meia perdido
um pé a menos, nem ligo
ando pouco, muito manco
sinto saudade até daquela vez
que miraste em minha insensatez
o tiro perfeito do seu tamanco
esqueço a data, o número 36
sinto saudade até daquela vez
branca, serena, deitada ao meu lado abraço com força quando em sonho lhe alcanço acordo sentindo o cheirolavanda da coberta estendida
entendido que estou agora deixo para lá o meu descanso dou as costas para a luz da aurora para ir atrás de você beleza que me assombra sem sequer lhe conhecer